
Fui desafiada pela
Ana C. (há 500 anos atrá... Bad, Bad Tasha!!) para contar a minha história de amor. Após muita reflexao e busca em baús cheios de pó, aqui está ela.
Prometo deixar os promenores sórdidos de fora.
Tinha o meu filho mais velho uns 19 mesinhos, quando resolvi dar uma reviravolta na minha vida e tentar que o meu casamento desse certo. Deixei antidepressivos e tratamentos para uma depressao pós-parto (diagnosticada quase 1 ano após o seu nascimento) e resolvi procurar emprego de novo. Despedi-me do emprego que tinha no Turismo e inscrevi-me numa empresa de trabalho temporário, que rapidamente me colocou numa Financeira (tem tudo a ver!!!).
Foi uma lufada de ar fresco.... Um voltar a gostar de mim, de voltar a ter auto-estima... Ressuscitei!
Com toda esta revolucao, rapidamente me apercebi que tinha esperado tempo demais para reaver a relacao que já tinha morrido. 6 meses depois de ter comecado a trabalhar, estava separada e a viver o maior dos pesadelos...
Os colegas no emprego eram fantásticos e tinha já 2 pessoas que eram realmente meus amigos, pois ás vezes a amizade vem de onde menos esperamos.
A A. e o S. eram os meus companheiros de infortúnio. Eles ajudaram-me a ultrapassar a separacao, a vergonha, o desespero e a angustia. Ela porque sabia o que eu estava a passar, e ele porque tinha um casamento que estava por um fio, mas que se recusava a abandonar por "amor á instituicao".
Foram os meus dois ombros. Tanto assim foi que a amizade de trabalho, rapidamente, se transformou em amizade verdadeira.
Passamos muitos momentos juntos, longe de saber que um dia eu e o S. seriamos muito felizes.
O casamento do S. estava num beco sem saida e ele sempre triste. Era pessoa que eu nunca imaginaria que poderia estar ao meu lado, assim... Tudo nele era tao diferente de mim... Choramos muito os dois... Um no ombro do outro... Partilhamos as nossas mais secretas histórias, confessamo-nos um ao outro, sem nunca nos darmos conta de que um Amor lindo se formava dentro dos nossos coracoes.
Eu, que sou muito "Pao-pao, Queijo-queijo", confessei-me e ai comecou o drama... "Nao dá!", dizia ele, nunca iria acabar com aquele casamento de fachada, pois era um voto que ele tinha feito para a vida...
Separámo-nos e eu, verdadeiramente, achei que nunca iria ter o homem que mais amei na vida.
Sempre acreditei na cara metade. Sabia que a minha estaria por ai, pois sou uma romantica... Práctica, mas romantica...
Passei muito mal, sempre sózinha e sem nenhum apoio... Apenas com a nossa madrinha... A A.. Ela foi o meu porto de abrigo, o meu consolo e foi por causa dela que nao me fui mais abaixo.
Uma noite, no final de Agosto,recebo uma chamada para o telemóvel... Era o S.... "Amor, sai de casa! Nao aguentava mais e deixei tudo", "Onde estás que vou já ter contigo".
Lembro-me de descer o 3o andar da casa da A. a levitar e plantei-me no meio da rua á espera dele.
Quando chegou ao pé de mim disse-me que já tinha ido ao Algarve e voltado, que me estava a ligar desde cedo e eu tinha o telemóvel desligado (fazia-o para nao ter que sopurtar os insultos do meu ex). Nao sabia que esse dia estava destinado á felicidade...
Nunca, mas nunca pensei que este homem, um dia, fosse ser meu.
Depois desse dia, fomos namorando Platónicamente, pois teriamos que esperar o divórcio. Nunca tivemos nada de mais que um simples beijo desde esse dia. NUNCA!
O S. é um homem de palavra e de muita honra. Nunca iria quebrar os votos dele.
Ele é um homem á séria e eu sou das mulheres mais felizes do mundo...
Estamos juntos há, quase, 6 anos e casados há 1.
Passámos por muito até hoje, mas nao deixamos morrer esta chama que nos une...
A nossa frase: "O Alentejo ainda há-de ser nosso"... E já é...
Continuamos a mandar postais no dia dos namorados, a escrever bilhetinhos e deixar "AMO-TE" debaixo da almofada, escrever palavras bonitas no espelho da casa de banho... Nao posso deixar morrer este amor que me deu tanto trabalho a conseguir e que pensei qeu estaria perdido.
Nunca desistam do que querem. Ele será vosso, mais tarde ou mais cedo!